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domingo, dezembro 27, 2009

Boas Passagens*

Que a presença dos amigos ilumine a nossa entrada neste novo ano
E que a Luz Antiga nos guie os caminhos que nos esperam*

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Yule *


O ano celta é dividido em duas partes diferentes: o ano claro ou crescente, governada pelo Rei Carvalho ou o ano escuro ou decrescente, governada pelo Rei Azevinho.
A história mais contada na época do Inverno era a batalha dos irmãos gémeos Rei Carvalho e o Rei Azevinho, a vitória da luz sob as trevas, também conhecida por Mito do Veado e do Lobo. Nos seis primeiros meses do ano, é o Rei Carvalho (Luz) que governa e temos dias claros e longos, com o sol intenso. A figura do Rei Carvalho é representada por um jovem forte, audacioso, corajoso que caça a Deusa pelas florestas. A cada novo dia o sol torna-se mais forte, até ao Litha que é quando ele se apresenta cansado, as suas forças já não são as mesmas e trava a batalha com o seu irmão, o Rei Azevinho (escuridão), que consome o que resta das suas forças. O Rei Carvalho é vencido, sendo o trono ocupado pelo Rei Azevinho. O Rei Azevinho é representado com um ancião, sábio e bondoso, que traz o Inverno do Norte, usa peles de animais e uma coroa de azevinho. O Rei Azevinho traz a morte e a vida, o filho Sol nasce no Solstício de Inverno, quando o Rei Azevinho(trevas) perde o trono para o seu irmão, o Rei Carvalho (luz).
Com este conto desejo-vos um *Feliz Yule*, que já dura desde 21 deste mês.
*E não se esqueçam de se divertirem com a vossa árvore, porque a tradição é nossa!!!!!*
Não nos devemos esquecer que este festival assinala a passagem das Trevas para a Luz, da morte para, aos poucos, a vida. O Deus nasce da Deusa, nas trevas, no frio, na chuva. Lembrem-se que do Samhain ao Yule passarm duas luas, que é o tempo normal de gestação de muitas espécies. É tempo de nos deixarmos envolver pela beleza de tudo o que nos rodeia.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Expandir!!


  
   Um grande poder libertador que podemos experimentar é o do perdão.
  Tudo o que bloqueia, impede, magoa e alimenta a dor e a disposição kármica nas nossas vidas se dilui nessa chuva terna que traz alívio e esperança. Ela Expande! Abana e desafia os limites que nos rodeiam e dá-nos asas para os ultrapassar... É uma porta para o nosso laço com o divino que há dentro de nós... É o dizer: "Já chega, o meu crescimento e evolução são mais importantes do que agarrar-me à dor. Eu quero ser mais e melhor!".
   Ás vezes, depois de nos envolvemos numa situação conflituosa, assola-nos a ideia de que é melhor aguentar e engolir tudo porque "não queremos arranjar problemas..." e "se tentarmos até conseguimos não olhar para o que está errado...", tudo isto adia a nossa paz interior e alimenta a dor e a frustração por negarmos o nosso grito (de direito) por uma vida em harmonia. Ás vezes demora até darmos o passo do saber e perceber que temos que sair até à efectiva passada, medida, resolução, conversa ou discussão que daí resulte. Admitir que não está tudo bem é só o princípio, mas depois disso, não há como voltar a pôr as lentes cor de rosa que coloriam a realidade. A verdade liberta a força que destrói o que está mal, e o perdão (pelo sofrimento que infligimos a nós próprios até reagir) reconstrói a nossa ligação natural com a harmonia e a graça divina.
   Depois da tempestade, a água que com violência nos assustou na sua caída, alimenta a terra que sedenta a espera para poder fazer crescer a vida. Um ciclo que se fecha... e que merece ser celebrado! E assim a nossa vida ultrapassa mais uma etapa, volta mais uma roda, e expande-se mais para abraçarmos o ser de luz que nascemos para ser.